quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

"Neologismo ou feminismo?" ou seria "Neologismo sambando na cara do machismo" ?

Rascunho este texto foi iniciado em 26/12/2011:

" Neologismo ou feminismo

Carolina para Presidenta do Brasil!


Se eu fosse eleita Presidente do Brasil, eu seria como a Dilma e me faria chamar de Presidenta.


Não adianta falar que "presidente" é um substantivo de dois gêneros, porque os presidentes brasileiros desde sempre foram de um gênero só. E está pra nascer a pessoa que me faça crer que quando a palavra surgiu tinha o objetivo de ser "unissex". Há pouco tempo mulher nem votava!


De acordo com o professor Pasquale, palavras terminadas em "nte" designam o executor de uma ação e geralmente não varia. Igual o sexo dos presidentes brasileiros. Nunca variou, até 2010. A palavra "presidenta" não existe? Não existia!"

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Atualização 11/12/2024:

Revendo este rascunho que achei no meu blog de 13 anos atrás, preciso registrar atualizações importantes sobre o tema.  A Carolina de 2011 nem imaginava que o debate de hoje seria o "gênero neutro". 

Quem criou essa história de gênero neutro foram pessoas que se consideram "não binárias". Ou seja, pessoas que não se identificam nem com o gênero feminino, nem com o masculino. E, portanto, não se sentem contempladas pela língua portuguesa. Parabéns aos não binários pela coragem de propor uma mudança que eu entendo como natural e necessária. 

Aqui faço uma abordagem bem superficial sobre a proposta desta linguagem neutra inclusiva, com o único objetivo de emitir minha singela opinião. Bom, a proposta da linguagem neutra é criar um gênero neutro, que englobe o masculino, feminino e os não binários. Ou seja, os machões vão todos pro mesmo pacote dos não binários, de toda a comunidade LGBTQIAPN+ e, pasmem, para o mesmo pacote das mulheres, e em pé de igualdade. Sim, querides leitores. Imaginem só, antes se eu quisesse falar de pessoas em geral, o gênero era masculino. "Queridos leitores" englobava mulheres e homens, "os meninos da escola" englobava meninos e meninas, e até o "homo sapiens" (homem sábio- do latim)  é a espécie que englobava homem e mulher.

Eu vivi pra ver esse dia. Alguém colocar os homens no mesmo pacote das mulheres. Das pessoas LGBTQIAPN+ então, nem se fala. 

Hoje eu mudaria o título desse texto para "Neologismo sambando na cara do machismo".

A linguagem neutra tem meu apoio e seus usuários tem meu respeito e admiração. Ainda não consigo aplicá-la na prática do dia-a-dia, pois é uma grande transformação linguística e, infelizmente, não é socialmente aceita. 

No momento, fico aguardando as mudanças da nossa língua portuguesa de machista para neutra, e pensando qual será o debate daqui a 13 anos.  

*Este blog é democrático e comentários pró linguagem neutra e contra são muito bem vindos. Entretanto, argumentos de pessoas que são contra mudanças na língua portuguesa serão aceitos apenas se escritos na forma gramatical instituída em 1536, por Fernão de Oliveira, na publicação "A Grammatica da lingoagem Portuguesa".





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